A TRINDADE DO DEUS ÚNICO

- 17/02/2003 -

 

Cristãos dizem-se monoteístas, isto é seu deus é único. Mas, ao mesmo tempo, afirmam ser Deus uma trindade. Como se explica isso?



O Catolicismo ensina que há um só deus; mas diz que em Deus há três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. Façamos uma análise para ver se três pessoas podem ser uma.

Jesus, se "filho do Deus vivo" (Mateus, 16:16), seria o “deus filho”; logo Deus já não seria um só. Sendo ele chamado “nosso Deus e Salvador” ( I Pedro, 1: 1), já temos dois deuses. O espírito santo, que alguns cristãos afirmam ser apenas o poder de Deus, é apresentado por outros cristãos como uma terceira pessoa de Deus. Mas, como monoteístas, os cristãos não podem admitir terem três deuses. Falam de um deus uno e trino ao mesmo tempo, dizem ser três pessoas em um só deus.

 

Trindade não é coisa original dos cristãos, mas a deles é a mais confusa, porque os povos mais antigos eram politeístas, e os cristãos consideram-se monoteístas.  Daí a confusão que criaram para manter uma figura incompatível com a crença em um só deus.

 

Afirma-se que a trindade divina é composta de três pessoas (pai, filho, espírito santo), mas ao mesmo tempo um só deus. Seria como três exemplares de um livro? São três exemplares, mas um único livro. Isso quer dizer que a mente de cada uma dessas três pessoas é a mesma, assim como um computador com três monitores, mas um único disco rígido. Vejamos a possibilidade disso:

Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai" (Mateus 24, 36). Essas palavras atribuídas a Jesus são inconciliáveis com a teoria trinitária. Se o filho não sabe de uma coisa de que o pai sabe, já não podem os dois ser a mesma entidade.

 

E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Ajudador, para que fique convosco para sempre” (João, 14: 16). “Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito” (João, 14:26). Não há como alguém pedir algo a si mesmo. E o “outro ajudador”, que é a chamada terceira pessoa, “Espírito Santo”, deveria ser enviado pela primeira pessoa (o Pai), a pedido da segunda pessoa (o filho). Destarte, são apresentados como três pessoas distintas. São três deuses? Os cristãos não podem admitir isso, porque dizem que Deus é único. Daí surgem as mirabolantes tentativas de explicação da trindade-unidade.

Alguns Cristãos, como as testemunhas de Jeová, afirmam que realmente Deus é único, Jeová ou Javé, não existindo tal trindade; que Jesus Cristo não é deus, mas “o Filho de Deus”, e o Espírito Santo é o “o poder de Jeová”. Não sei, entretanto, o que dizem eles da afirmação de Pedro: “...nosso Deus e Salvador Jesus Cristo” ( II Pedro, 1: 1).

Entre as várias personagens estranhas da Bíblia, a mais inconciliável é essa tal trindade-unidade. Se já não parece plausível admitir que uma pessoa que é enviada pelo "pai" a pedido do "filho" possa ser esse filho e esse pai ao mesmo tempo, um "filho" que não sabe de uma coisa da qual só o "pai" sabe não pode de forma alguma ser ele mesmo esse pai

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