A VERDADE SOBRE A RESSURREIÇÃO DE JESUS --
19/11/2005
Não é necessário mais do que uma
leitura comparada dos relatos de Marcos, Lucas e João, para vermos que a
ressurreição de Jesus foi um conto elaborado durante algumas décadas após ele
ser executado pelos romanos. A inexistência da ressurreição nas promessas de
Yavé na lei mosaica é mais uma prova de que tal crença foi produto do pensamento
humano, e não de um ser onisciente criador de todas as coisas. E, como criação
humana, a ressurreição nunca ocorreu na realidade, existindo apenas no mundo
imaginário.
A RESSURREIÇÃO SEGUNDO MARCOS
“Ora, passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé,
compraram aromas para irem ungi-lo. E, no primeiro dia da semana, foram ao
sepulcro muito cedo, ao levantar do sol. E diziam umas às outras: Quem
nos revolverá a pedra da porta do sepulcro?
Mas, levantando os olhos, notaram que a pedra, que era muito grande, já estava
revolvida; e entrando no sepulcro, viram um moço sentado à direita,
vestido de alvo manto; e ficaram atemorizadas.
Ele, porém, lhes disse: Não vos atemorizeis; buscais a Jesus, o nazareno,
que foi crucificado; ele ressurgiu; não está aqui; eis o lugar onde o
puseram” (Marcos, 16: 1-5).
A RRESSURREIÇÃO SEGUNDO JOÃO
“No primeiro dia da semana Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo
ainda escuro, e viu que a pedra fora removida do sepulcro. Correu, pois, e
foi ter com Simão Pedro, e o outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes:
Tiraram do sepulcro o Senhor, e não sabemos onde o puseram.
Saíram então Pedro e o outro discípulo e foram ao sepulcro. Corriam os
dois juntos, mas o outro discípulo correu mais ligeiro do que Pedro, e chegou
primeiro ao sepulcro; e, abaixando-se viu os panos de linho ali deixados,
todavia não entrou. Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no
sepulcro e viu os panos de linho ali deixados, e que o lenço, que estivera sobre
a cabeça de Jesus, não estava com os panos, mas enrolado num lugar à parte.
Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e
viu e creu. Porque ainda não entendiam a escritura, que era necessário que
ele ressurgisse dentre os mortos.
Tornaram, pois, os discípulos para casa. Maria, porém, estava em pé, diante do
sepulcro, a chorar. Enquanto chorava, abaixou-se a olhar para dentro do
sepulcro, e viu dois anjos vestidos de branco sentados onde jazera o corpo de
Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. E perguntaram-lhe eles: Mulher, por
que choras? Respondeu-lhes: Porque tiraram o meu Senhor, e não sei onde o
puseram. Ao dizer isso, voltou-se para trás, e viu a Jesus ali em pé, mas
não sabia que era Jesus.
Perguntou-lhe Jesus: Mulher, por que choras? A quem procuras? Ela, julgando que
fosse o jardineiro, respondeu-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o
puseste, e eu o levarei. Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, virando-se, disse-lhe em
hebraico: Raboni! - que quer dizer, Mestre” (João, 20: 1-16).
A RESSURREIÇÃO SEGUNDO LUCAS
“Mas já no primeiro dia da semana, bem de madrugada, foram elas ao sepulcro,
levando as especiarias que tinham preparado. E acharam a pedra revolvida do
sepulcro. Entrando, porém, não acharam o corpo do Senhor Jesus.
E, estando elas perplexas a esse respeito, eis que lhes apareceram dois
varões em vestes resplandecentes; e ficando elas atemorizadas e abaixando o
rosto para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais entre os mortos aquele
que vive? Ele não está aqui, mas ressurgiu. Lembrai-vos de como vos
falou, estando ainda na Galiléia, dizendo: Importa que o Filho do homem seja
entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e ao terceiro dia
ressurja.
Lembraram-se, então, das suas palavras; e, voltando do sepulcro, anunciaram
todas estas coisas aos onze e a todos os demais. E eram Maria Madalena, e Joana,
e Maria, mãe de Tiago; também as outras que estavam com elas relataram estas
coisas aos apóstolos. E pareceram-lhes como um delírio as palavras das
mulheres e não lhes deram crédito. (Lucas, 24: 1-10).
QUEM TERIA DITO A VERDADE?
Quem foi ao sepulcro? Maria Madalena sozinha? (João, 20: 1)
Ou ela e Maria mãe de Tiago (Marcos, 16: 1)? Ou elas e Joana (Lucas, 24: 10)?
Maria Chegou, ou Marias chegaram ao sepulcro ao levantar o sol (Marcos,
16: 1), ou
de madrugada, sendo ainda escuro (João, 20: 1).
Quantos anjos ela ou elas encontraram? Um (Marcos, 16: 5),
ou dois (Lucas, 24: 4)?
Elas foram informadas da ressurreição ao chegar ao sepulcro (Marcos, 16: 6),
ou só depois que vieram Pedro e outro discípulo (João, 20: 1-14)?
Jesus não estava mais no local (Lucas, 24: 6),
ou estava lá (João, 20: 14)?
As mulheres contaram o
que viram aos onze apóstolos (Lucas, 24: 1-10) ou apenas Maria Madalena
foi ao sepulcro e contou a Pedro e outro discípulo (0: 1-16)?
Os discípulos creram na ressurreição ao ver os lençóis sem o corpo no sepulcro
(João, 20: 6-a8),
ou receberam as informações das mulheres e ainda não creram (Lucas, 24: 10, 11)?
Se um evangelista disse a verdade, outros dois deram algumas informações falsas.
Se dois não disseram a verdade, não se pode garantir que um tenha dito.
E esse monte de contradições ocorreu entre apenas três dos quatro evangelhos
escolhidos.
Agora imagine se fôssemos reunir todos os evangelhos, que são próximo de cem!
Não precisamos de maior evidência para entender que essa ressurreição não é mais
real do que os contos sobre os deuses dos gregos, romanos, fenícios ou outros.
A VERDADE MAIS PROVÁVEL SOBRE A RESSURREIÇÃO DE JESUS
Segundo a Bíblia, os hebreus receberam a verdade divina diretamente de Yavé.
Todavia, Yavé nunca lhes prometeu ressurreição antes do cativeiro babilônico.
Por que isso foi assim?
A realidade que aflora da reunião de todos os dados existentes é que os hebreus
tiveram contato com a crença na ressurreição dos mortos no cativeiro babilônico.
E os persas, sob cujo domínio viveram depois, também criam na ressurreição.
Como os discípulos de Jesus conheciam essa crença e a adotaram, passaram a crer
que Jesus poderia ressuscitar e retornar com poder divino para estabelecer
aquele reino que esperavam, vindo mais tarde a começar a divulgar a ressurreição
como um fato.
Os evangelhos foram escritos mais de quarenta anos após a morte de Jesus, época
em que deveria haver poucas pessoas dos que teriam tido contato com ele. Assim,
qualquer coisa que dissessem sobre ele teria pouca chance de ser desmentida.
Ademais, esses evangelhos devem ter levado muito tempo para ser bem disseminados
entre os povos. Isso tornou impossível alguém provar que os prodígios e a
ressurreição fossem inventos.
Muitos historiadores viveram nos dias de Jesus, e nada escreveram sobre ele.
Entre eles, Filão de Alexandria, cujas idéias são tidas por alguns como
precursoras do cristianismo. Todavia, ele não escreveu uma palavra sequer sobre
Jesus. Disso só se pode deduzir que ele não conheceu Jesus. Agora, pense um
pouco: se Jesus tivesse feito um pouquinho do que os evangelhos dizem que ele
fez, aquele historiador não teria sido informado?
O mais evidente de tudo isso é que os discípulos de Jesus, crendo na
ressurreição dos mortos, passaram a pensar que ele tivesse ressuscitado ou fosse
ressuscitar um dia e retornaria para estabelecer o reino, e posteriormente,
muitos anos depois, alguém já começou a dizer que ele fora visto ressuscitado, e
os evangelhos, cujas contradições nos provam sua inutilidade, ficaram como a
verdade que os cristãos conhecem hoje.
Observação: Se o que crêem os cristãos fosse uma
realidade, Yavé teria informado desde o primeiro patriarca que eles iriam
ressuscitar, e não haveria nenhuma contradição nas informações bíblicas. Se essa
crença só veio a existir após o cativeiro babilônico, não resta dúvida de que
ela é criação babilônica ou de outro povo anterior. Ademais, o messias foi
prometido para destronar a Assíria e estabelecer um reino unido de Judá e
Israel; mas, isso não aconteceu, e os cristãos dizem ser o messias uma pessoa
que existiu nos dias de Roma e foi morto pelos romanos. E ainda querem nos
convencer de que a palavra bíblica é a verdade!!!.
Se as pessoas bem informadas da época não tiveram nenhuma informação sobre
Jesus, isso nos indica que o que se diz sobre ele é apenas mais um mito.
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