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O PONTO G -- 16/02/2002 -


Depois do "pontocom", o "ponto" mais procurado por quem busca sexo e prazer é o tal do Ponto G. Ponto de Grafenberg, G Spot para os ingleses, o polêmico local situados na vagina seria o responsável por um dos maiores mitos do século que passou.

Há os que afirmam que as probabilidades de sua existência são tão incosistentes quanto à dos gnomos, mas, como estes, tem enorme popularidade. Nos últimos tempos, tornou-se o verdadeiro graal do sexo, não faltando os peregrinos fanáticos que partiram em sua busca a qualquer preço, sem jamais conseguir sucesso, e os fiéis que garantem terem presenciado sua aparição durante o ato sexual.

Dizem que há provas de que o ponto G seja mesmo o responsável pela ejaculação feminina, que, segundo a lenda, chega a jorrar em quantidades de fazer inveja aos produtores de sêmen - os homens.  Descoberto, ou inventado, pelo obstetra alemão Ernst Grafenberg no final da década de 40, sua localização dá margem a especulações sobre a existência de algo ali, mais ou menos três centímetros adentro na vagina. Lá existe uma grande confluência de terminais nervosos, o que é garantia de sensibilidade, mas nem todas as mulheres são sensíveis a ponto de aumentar o seu tesão durante uma transa.

Há discussão, mas, embora haja exceções, em regra podemos dizer que esse ponto realmente existe.

Matéria da revista Superinteressante é afirmativa.

"O ponto G existe?
por Texto Juan Torres

Sim. Pelo menos foi o que concluiu um estudo realizado por uma equipe da Universidade de L’Aquila, na Itália, e publicado em fevereiro no Journal of Sexual Medicine. Os pesquisadores, liderados pelo ginecologista Emmanuele Jannini, estudaram um grupo de 20 mulheres – 9 delas diziam já ter tido orgasmos vaginais, as outras 11 não.

Nas 9 primeiras, uma ultra-sonografia detectou um espessamento no tecido uretrovaginal (ver infográfico), imediatamente associado ao ponto G. Essa região, descrita na década de 1950, nunca havia sido visualizada com clareza. “É o fim das opiniões e o começo da ciência. Agora é possível estudar o assunto com um método muito simples”, disse Jannini, por e-mail, à SUPER. Para ele, o ponto G é uma estrutura congênita que determina a capacidade da mulher de ter orgasmos sem a estimulação do clitóris. Mas a comunidade científica é um pouco mais cautelosa. Beverly Whipple, neurofisiologista da Universidade de Rutgers, em Nova Jersey, e uma das responsáveis pelo estudo que deu o apelido à região, concorda que o ponto G existe, mas não acha que ele seja condição para o orgasmo vaginal. E mais: acredita que todas as mulheres tenham ponto G, mas que o espessamento do tecido possa ser conseqüência de estímulos sexuais mais freqüentes ou eficientes. Para tirar a dúvida, seria preciso fazer o exame antes e depois de provocar esse estímulo. “Hoje, o que podemos afirmar com certeza é que há uma área sensível na parede frontal interna da vagina que incha e produz uma sensação analgésica quando estimulada”, diz Whipple." (Superinteressante, junho/2008, pág. 38)

Veja o MAPA DO PONTO G
 

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