MONOTEÍSMO É O MAIOR MAL

 

Todas as comunidades humanas nasceram e se desenvolveram crendo em seres imaginário. E o mal maior das crenças foi o surgimento do monoteísmo.

 

Assim como um animal da savana ao ouvir um rugido sabe que há um leão por perto, ao ouvir um trovão, tem a impressão de existir um animal muito grande que eles ainda não viram.  E aquele primata que aprendeu a andar sobre dois membros e depois inventou a fala não fugiu da regra, continuou pensando sobre esse animal invisível.  Todavia, com sua linguagem aperfeiçoada e sua criatividade e tentativa de encontrar explicação para tudo, o homem chegou à dedução de que esse ser invisível seria o criador de todas as coisas.  E imaginou ser mais de um; deveriam existir vários seres sobrenaturais com várias funções sobre o mundo e seus habitantes.

 

Sabemos que o homem surgiu na África, mas há alguns milhares de anos, a humanidade foi se espalhando por todos os lados, povoou a Ásia, a Europa, e chegou até à Oceania e às Américas, sempre acreditando existirem seres sobrenaturais do bem e do mal e tentando agradar esses seres para obter deles proteção.

 

Enquanto todos pensavam nessa comunidade sobrenatural e cultuava todos que imaginavam existir, os deuses não parece terem sido tão problemáticos.  Todavia, um dia alguém teve a ideia de eleger um desses seres e banir os outros.  Daí em diante as coisas se complicaram.

 

Ao que parece, egípcios viviam em paz com seus deuses, gregos e romanos cultuavam os seus e não se importavam com os dos outros, em toda a Ásia, toda a Europa e toda a África, os humanos conviviam com milhares deuses, enquanto nos desconhecidos continentes americano e oceânico seus deuses também viviam em paz, até que no Oriente Médio um desses seres começou a maior tragédia humana.

 

Uma leitura cuidadosa da Bíblia nos leva à conclusão de que os dois reinos hebreus adoravam uma porção de deuses que herdaram tanto de seus ancestrais quanto de nações vizinhas, mas um dia um desses reinos adotou um único deus, e as desavenças aumentaram.

 

Por volta de dois mil e seiscentos anos atrás, havia um poderoso império chamado Assíria, que dominava várias nações na região, e entre as nações dominadas estava o reino de Israel.  Os israelitas adoram os mesmos deuses que os assírios.  Entretanto, no vizinho reino de Judá, prevaleceu o pensamento de que Yavé fosse o único deus verdadeiro e criador de todas as coisas.  Um rei chamado Yoshiahu, Josias nas nossas traduções, imaginou destronar a Assíria de dominar o mundo impondo a todos a adoração a Yavé.  Josias, ao que tudo indica, mandou seus escribas redigirem uma história alterando um pouco os mitos já conhecidos, afirmando que Yavé havia criado todas as coisas poucos mil anos atrás e havia escolhido os hebreus como seus representantes na Terra.  Assim se fez.  Vários escribas escreveram e emendaram apressadamente seus pergaminhos, sem tempo de eliminar uma porção de contradições.  A mais gritante delas é o conto da criação, que termina no terceiro versículo do segundo capítulo do Gênesis, e é contado de novo, alterando a ordem da criação. No primeiro conto, os humanos foram os últimos seres vivos criados por Yavé; no segundo, o homem foi criado antes de todos os outros, até mesmo antes dos vegetais.

 

Josias mandou fazer uma reforma no templo de Jerusalém, e lá foi encontrado esse livro, que diziam ter sido escrito alguns séculos antes.  As leis desse livro sagrado foram implacáveis contra quem adorasse quaisquer outros deuses.  E Josias fez tal qual determinou o livro, banindo em seu reino todos os cultos a outros deuses que não Yavé, invadiu as principais cidades do reino de Israel, matou os sacerdotes que ofereciam sacrifícios aos deuses assírios (II Reis, 23: 19-21), e tentou dar cumprimento à profecia de Miquéias.  Miqueias era um visionário judeu que previu que um rei nascido em Belém iria subjugar a Assíria e repatriar os israelitas formando um reino poderoso com a união das duas nações e dominar o mundo.

 

Assim escreveu Miquéias:

 

Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti é que me sairá aquele que há de reinar em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. Portanto os entregará até o tempo em que a que está de parto tiver dado à luz; então o resto de seus irmãos voltará aos filhos de Israel. E ele permanecerá, e apascentará o povo na força do Senhor, na excelência do nome do Senhor seu Deus; e eles permanecerão, porque agora ele será grande até os fins da terra. E este será a nossa paz. Quando a Assíria entrar em nossa terra, e quando pisar em nossos palácios, então suscitaremos contra ela sete pastores e oito príncipes dentre os homens. Esses consumirão a terra da Assíria à espada, e a terra de Ninrode nas suas entradas. Assim ele nos livrará da Assíria, quando entrar em nossa terra, e quando calcar os nossos termos. E o resto de Jacó estará no meio de muitos povos, como orvalho da parte do Senhor, como chuvisco sobre a erva, que não espera pelo homem, nem aguarda filhos de homens. Também o resto de Jacó estará entre as nações, no meio de muitos povos, como um leão entre os animais do bosque, como um leão novo entre os rebanhos de ovelhas, o qual, quando passar, as pisará e despedaçará, sem que haja quem as livre. A tua mão será exaltada sobre os teus adversários e serão exterminados todos os seus inimigos. Naquele dia, diz o Senhor, exterminarei do meio de ti os teus cavalos, e destruirei os teus carros; destruirei as cidade da tua terra, e derribarei todas as tuas fortalezas. Tirarei as feitiçarias da tua mão, e não terás adivinhadores; arrancarei do meio de ti as tuas imagens esculpidas e as tuas colunas; e não adorarás mais a obra das tuas mãos. Do meio de ti arrancarei os teus aserins, e destruirei as tuas cidades. E com ira e com furor exercerei vingança sobre as nações que não obedeceram.” (Miquéias, 5: 2-15).

 

Ficou bem claro, o rei libertador deveria surgir "quando a Assíria" entrasse na terra de Judá.  A assíria entrou, impôs pesado tributo a Judá, e quando Josias veio pensando cumprir a profecia de Miqueias, foi morto em uma batalha contra o Egito, e Israel não foi repatriado; a Assíria acabou destruída por Babilônia, e esta, sim, dominou toda a região. A profecia de Miqueias caiu por terra, não sendo mais possível se cumprir.

 

Posteriormente, Isaias previu que, após a queda de Babilônia, seria construída a nova Jerusalém, e nunca mais os hebreus seriam molestados por gentios. (Isaías, 13:19; 65: 17-25) Após a queda de Babilônia, os judeus continuaram sendo servos dos medo-persas.

Daniel previu que, após a vitória dos macabeus, os reinos do mundo seriam entregues aos judeus. Daniel, capítulos, 8, 11, 12) Eles ficaram livres por pouco tempo, e vieram os romanos. Mantiveram-se fiéis a Yavé e tentaram se livrar dos romanos, sendo dispersos pelo mundo. Não só a monarquia judaica, que seria eterna como o Sol (Salmos 89:20-37), mas até a terra da promessa eles perderam. E, nem assim eles perceberam! Não perderam a fé; permaneceram muito fiéis a Yavé, aguardando um dia em que seriam donos do mundo.  E nem mesmo Adolf Hitler os fez acordar.

 

O Novo Testamento diz que Jesus previu que, após a grande tribulação iniciada com o cerco e destruição de Jerusalém, ele, Jesus, retornaria com seus anjos para reunir os cristãos para um reino eterno, sem morte e sem sofrimento. (Mateus, 24). E isso ocorreria tão breve, que alguns dos que estavam com ele ainda estariam vivos. (Mateus, 16: 28). Já passaram quase dois mil anos, e ainda tem bilhões de pessoas esperando esse Jesus!

 

As promessas de Yavé nunca se cumpriram.  No entanto, não só Josias fez uma matança em nome desse deus, como os cristãos produziram o pior horror da história, assassinando nas fogueiras e outras formas hediondas de tortura, todas as pessoas que ousassem dizer algo que contrariasse a igreja romana. No começo, conforme se nota pela descoberta de uma porção de evangelhos considerados apócrifos, o Cristianismo era composto de vários grupos discordantes sobre o mito Jesus, mas depois a corrente cristã de Roma eliminou todos os outros grupos e prosseguiu com seu banho de sangue em defesa desse deus, que dizem ser o único verdadeiro.

 

No século VII da era atual, surgiu o Islamismo, outro monoteísmo cujo livro sagrado tem como base "infundir terror nos corações dos incrédulos" (surata, 3:151) e determina: "Deus cobrará dos fiéis o sacrifício de seus bens e pessoas, em troca do Paraíso. Combaterão pela causa de Deus, matarão e serão mortos." (Surata, 9: 111).  Esse livro sagrado é a base do terrorismo que assola boa parte do mundo hoje.

 

É o que história registrou e continua registrando, a religião causou muito mal, mas o monoteísmo foi e continua sendo a pior tragédia da humanidade.

 

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