Alguns
religiosos dizem que Hitler era um anticristo. Anticristo, segundo os cristãos
primitivos, seria alguém que negava que Jesus fosse o Cristo. Hitler não podia
ser um anticristo, uma vez que ele era um cristão, uma pessoa que nunca negou
que Jesus de Nazaré fosse o Cristo, o ungido salvador segundo o Cristianismo.
Ele até se julgava um agente a serviço do deus dos cristãos.
Hitler estava unido à Igreja Católica - Um acordo diplomático entre a igreja e o
Estado nacional-socialista de Hitler dizia: "Império e Igreja consistem em
uma série de escritos que devem ajudar na construção do Terceiro Reich, já que
reúne um Estado nacional-socialista e a cristandade Católica. Inteiramente
alemães e inteiramente católicos, estes escritos favorecem relações e
intercâmbio entre a Igreja Católica e o nacional-socialismo; (...) A idéia de um
povo de único sangue é o ponto fundamental dos seus ensinamentos e todos os
católicos que obedecerem às instruções dos bispos alemães terão de admitir que
assim é. As leis do nacional-socialismo e as da Igreja Católica têm o mesmo
objetivo" (Begegnungen Zwischen Katholischem Christentum und
Nazional-Sozialistischer Weltanschauung Aschendorff, Muster, 1933).
Ademais, Hitler considerava suas atrocidades contra os judeus um serviço ao deus
cristão:
"Acredito hoje que estou agindo de acordo com o Criador Todo-Poderoso. Ao
repelir os Judeus estou lutando pelo trabalho do Senhor" (Adolph Hitler,
Discurso, Reichstag, 1936).
O termo "anticristo" foi usado apenas quatro vezes na primeira carta de João, e
lá está bem definido o que seria anticristo, uma pessoa que negasse que Jesus
era o Cristo:
"Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse mesmo é
o anticristo, esse que nega o Pai e o Filho" (I João, 2: 22).
O autor da carta referiu-se a muitos anticristos e a um, chamado "o anticristo".
Mas não seria alguém que viria no futuro, e sim alguém que já existia nos seus
dias:
“Filhinhos, esta é a última hora; e, conforme ouvistes que vem o
anticristo, já muitos anticristos se têm levantado; por onde conhecemos que é a
última hora” (I João 2: 18). “... e todo espírito que não confessa a Jesus
não é de Deus; mas é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido
que havia de vir; e agora já está no mundo (Idem, 4: 3).
Ele usou a expressão "conhecemos que é a última hora", porque acreditava que o
fim do mundo gentio já estava chegando, que o reino divino estava por se
estabelecer em pouco tempo.
Se Hitler estava unido à igreja e até se considerava um agente a serviço do deus
cristão, nada mais impróprio do que chamá-lo de anticristo.
Ver
ADOLF HITLER, UM GRANDE CRISTÃO
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