GUERRA DOS SEIS DIAS

 

Conflito Árabe-Israelense
1967 Six Day War - conquest of Sinai 7-8 June.jpg
Esquema da conquista da península do Sinai durante a Guerra dos Seis Dias
Data 5–10 de junho de 1967
Local Oriente Médio: Israel, Cisjordânia, Península do Sinai, Colinas de Golã.
Desfecho Vitória decisiva israelense
Mudanças territoriais Israel toma a Faixa de Gaza e a Península do Sinai do Egito, a Cisjordânia (incluindo Jerusalém Oriental) da Jordânia e as Colinas de Golã da Síria

Forças
264 000 soldados
300 caças
800 tanques

Egito: 240 000 soldados
Síria, Jordânia e Iraque: 307 000 soldados
957 caças
2 504 tanques
Baixas
Oficiais
776–983 mortos
4 517 feridos
15 aprisionados
46 caças abatidos
400 blindados perdidos Estimativas
~ 15 000 mortos
45 000 feridos
6 000 aprisionados
452 caças abatidos

A Guerra dos Seis Dias (em hebraico: מלחמת ששת הימים, Milhemet Sheshet Ha Yamim; em árabe: النكسة, an-Naksah, 'A Derrota' ou حرب ۱۹٦۷, Ḥarb 1967, 'Guerra de 1967), também conhecida como Guerra de Junho de 1967 ou Guerra árabe-israelense de 1967 ou ainda Terceira Guerra Árabe-Israelense, foi o conflito que envolveu Israel e os países árabes - Síria, Egito, Jordânia e Iraque apoiados pelo Kuwait, Arábia Saudita, Argélia e Sudão - entre 5 e 10 de junho de 1967, tendo sido a mais consistente resposta árabe à fundação do Estado de Israel, embora o estado sionista tenha saído como grande vencedor.[1][2]

O crescimento das tensões entre os países árabes e Israel, em meados de 1967, levou ambos os lados a mobilizarem as suas tropas. O conflito de fato se iniciou quando a força aérea israelense lançou um ataque preventivo contra as bases da força aérea egípcia no Sinai (Operação Foco). Israel alegou que o Egito se preparava para fazer a guerra contra a sua nação. Se os países árabes realmente estavam se mobilizando para avançar contra os israelenses ou se suas preparações eram meras medidas defensivas, ainda é assunto de debates e controvérsia até os dias atuais.[3][4][5]

O plano traçado pelo Estado-Maior de Israel, chefiado pelo general Moshe Dayan (1915-1981), começou a ser posto em prática às 7:45 da manhã do dia 5 de junho de 1967, quando caças israelenses atacaram nove aeroportos militares, aniquilando a força aérea egípcia antes que esta saísse do chão e causando danos às pistas de aterragem, inclusive com bombas de efeito retardado para dificultar as reparações. Ao mesmo tempo, forças terrestres israelenses investiam contra a Faixa de Gaza e a península do Sinai. A Jordânia abriu fogo em Jerusalém, e a Síria interveio no conflito depois de ser atacada. Israel respondeu a mobilização desses dois países e mandou tropas contra eles.

No terceiro dia de luta, todo o Sinai já estava sob o controle de Israel. Nas 72 horas seguintes, Israel impôs sua superioridade militar, ocupando também a Cisjordânia, o sector oriental de Jerusalém (ocupada até então pelos jordanianos) e logo em seguida tomaram as Colinas de Golã da Síria.

Como resultado da guerra, aumentou o número de refugiados palestinos na Jordânia e no Egito. Síria e Egito estreitaram ainda mais as relações com a URSS, aproveitando também para renovarem seu arsenal de blindados e aviões, além de conseguirem a instalação de novos mísseis, mais perto do Canal de Suez.
<https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_dos_Seis_Dias>


 

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