ESTADO ISLÂMICO

 

  Estado Islâmico do Iraque e do Levante
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Estado Islâmico,[20] antes denominado Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) ou Estado Islâmico do Iraque e da Síria (EIIS),[21] é uma organização jihadista islamita de orientação salafita (sunita ortodoxa)[22][23] e wahabita [24][25] criada após a invasão do Iraque em 2003. O grupo opera principalmente no Oriente Médio e também é conhecido pelos acrônimos ingleses ISIS ou ISIL,[26][27] sendo muitas vezes designado, por seus oponentes árabes (que não reconhecem a organização como 'estado', nem como 'islâmico' [28] [29][30]), pelo acrônimo داعش, transl. Dāʿiš (de ad-Dawlat al- 'Irāq wa sh-Shām; em português: 'Estado do Iraque e do Levante'), frequentemente grafado Da'ish ou, por influência do inglês, Daesh[31][26], de onde provém a forma aportuguesada Daexe.[32][33][34]

Em 29 de junho de 2014, o EIIL passou a se autodenominar simplesmente "Estado Islâmico" (EI) (em árabe: الدولة الإسلامية, ad-Dawlat al-Islāmiyah), autoproclamando-se um califado sob a liderança de Abu Bakr al-Baghdadi. Tal estado nunca foi reconhecido pela comunidade internacional.[3][18] O EIIL afirma autoridade religiosa sobre todos os muçulmanos do mundo[35] e aspira tomar o controle de muitas outras regiões de maioria islâmica,[36] a começar pela região do Levante, que inclui Jordânia, Israel, Palestina, Líbano, Chipre e Hatay, uma área no sul da Turquia.[27][37]

O grupo, em seu formato original, era composto e apoiado por várias organizações terroristas sunitas insurgentes, incluindo suas organizações antecessoras, como a Al-Qaeda no Iraque, o Conselho Shura Mujahideen (2006-2006) e o Estado Islâmico do Iraque (ISI) (2006-2013), além de outros grupos insurgentes, como Jeish al-Taiifa al-Mansoura, Jaysh al-Fatiheen, Jund al-Sahaba, Katbiyan Ansar al-Tawhid wal Sunnah e vários grupos tribais iraquianos que professam o islamismo sunita. O objetivo original do EIIL era estabelecer um califado nas regiões de maioria sunita do Iraque. Após o seu envolvimento na guerra civil síria, este objetivo se expandiu para incluir o controle de áreas de maioria sunita da Síria.[38] O grupo é oficialmente considerado uma organização terrorista estrangeira por países como Estados Unidos,[39] Brasil,[40] Reino Unido,[41] Austrália,[42] Canadá,[43] Indonésia[44] e Arábia Saudita,[45] além de também ter sido classificado pela Organização das Nações Unidas (ONU),[46] pela União Europeia e pelas mídias do Ocidente e do Oriente Médio como grupo terrorista.[47][48][49][50]

O Estado Islâmico cresceu significativamente devido à sua participação na Guerra Civil Síria e ao seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi. Denúncias de discriminação econômica e política contra árabes sunitas iraquianos desde a queda do regime secular de Saddam Hussein também ajudaram a dar impulso ao grupo. No auge da Guerra do Iraque, seus antecessores tinham uma presença significativa nas províncias iraquianas de Alambar, Ninaua, Quircuque, maior parte de Saladino e regiões de Babil, Diala e Bagdá, além de terem declarado Bacuba como sua capital.[51][52][53][54] No decorrer da guerra civil síria, o EIIL teve uma grande presença nas províncias de Raca, Idlibe, Alepo e Deir Zor.[55][56] Contudo, a partir de 2016, o grupo começou a perder força considerável, cedendo grandes porções de territórios no leste da Síria e no norte e oeste do Iraque. Em 2017, o Estado Islâmico, sob o peso de uma intervenção armada estrangeira e ações mais organizadas de grupos opostos e governos locais, foi forçado a se reorganizar, enquanto perdia cidades chave como Ramadi, Faluja, Mossul e Raca, sofrendo também com privações e deserções em suas fileiras.[57][58][59] No começo de 2019, os últimos redutos do Estado Islâmico no leste Síria são sobrepujados e o Califado, proclamado quase cinco anos antes, é considerado formalmente como destruído.[60]

O Estado Islâmico obriga as pessoas que vivem nas áreas que controla a se converterem ao islamismo, além de viverem de acordo com a interpretação sunita da religião e sob a lei charia (o código de leis islâmico). Aqueles que se recusam podem sofrer torturas e mutilações, ou serem condenados a pena de morte.[48][61] O grupo é particularmente violento contra muçulmanos xiitas, assírios, cristãos armênios, iazidis, drusos, shabaks e mandeanos.[62] Segundo a Agência Central de Inteligência (CIA), em meados de 2014 o EI tinha pelo menos entre 20 000 e 31 500 combatentes na Síria e no Iraque[63] que, além de ataques a alvos militares e do governo, já assumiram a responsabilidade por ataques que mataram milhares de civis.[64] O Estado Islâmico tinha ligações estreitas com a Alcaida até 2014, mas em fevereiro daquele ano, depois de uma luta de poder de oito meses, a Alcaida cortou todos os laços com o grupo, supostamente por sua brutalidade e "notória intratabilidade".[65][66][67]

<https://pt.wikipedia.org/wiki/Estado_Isl%C3%A2mico_do_Iraque_e_do_Levante>
 

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