DINHEIRO TRAZ FELICIDADE
16/10/2009
"Dinheiro traz felicidade?
Por Marina Bessa
Sim. Isso é o que diz o mais novo estudo sobre o assunto, publicado por
Betsey tevenson e Justin Wolfers, economistas da Universidade da
Pensilvânia. Foi a primeira vez em mais de 30 anos que alguém
ousou desmentir o paradoxo de Easterlin, que dissocia dinheiro de
felicidade. Segundo o estudo de Richard Easterlin, o pai do paradoxo,
pessoas ricas costumam ser mais felizes que pessoas pobres, mas nações
ricas não são mais felizes que as pobres. E mais: à medida que um país
enriquece, seu povo não se torna mais feliz. Para ele, a renda relativa
importa mais que a absoluta – é como dizer que o que faz você feliz não
é ter um salário, mas, sim, ser o mais rico da sua turma. Até que faz
sentido. Mas Stevenson e Wolfers não se convenceram. Eles reestudaram as
pesquisas feitas sobre felicidade ao redor do mundo e as relacionaram
com a renda per capita, o crescimento da economia e a riqueza individual
das populações.
Concluíram que pessoas mais ricas são mais felizes, nações mais ricas são mais felizes e, adivinhe, o enriquecimento de um país está, sim, relacionado ao aumento da felicidade de sua população. A dupla afirma que seus dados são mais confi áveis que os usados por Easterlin em 1974, quando não havia pesquisas suficientes para comparar países pobres com países ricos. Pode ser o fim do paradoxo e o começo de uma crise de consciência.
Foi a primeira vez em mais de 30 anos que alguém ousou desmentir o
paradoxo de Easterlin, que dissocia dinheiro de felicidade. Segundo o
estudo de Richard Easterlin, o pai do paradoxo, pessoas ricas costumam
ser mais felizes que pessoas pobres, mas nações ricas não são mais
felizes que as pobres. E mais: à medida que um país enriquece, seu povo
não se torna mais feliz. Para ele, a renda relativa importa mais que a
absoluta – é como dizer que o que faz você feliz não é ter um salário,
mas, sim, ser o mais rico da sua turma. Até que faz sentido. Mas
Stevenson e Wolfers não se convenceram. Eles reestudaram as pesquisas
feitas sobre felicidade ao redor do mundo e as relacionaram com a renda
per capita, o crescimento da economia e a riqueza individual das
populações.
Concluíram que pessoas mais ricas são mais felizes, nações mais ricas
são mais felizes e, adivinhe, o enriquecimento de um país está, sim,
relacionado ao aumento da felicidade de sua população. A dupla afirma
que seus dados são mais confi áveis que os usados por Easterlin em 1974,
quando não havia pesquisas suficientes para comparar países pobres com
países ricos. Pode ser o fim do paradoxo e o começo de uma crise de
consciência."
(Superinteressante, junho/2008, pág. 34)