As letras mudas são com maior freqüência, b, d, g, e p, sendo
mais raros os casos de outras como c, f, e m.
B. absoluto. Pronuncia-se ab.so.lú.to, mas já ouvi até professor
dizer a.bi.so.lú.tu. Evite esse erro. Onde há apenas uma consoante, devemos
terminá-la bruscamente, sem adicionar-lhe um “i” que não existe na grafia.
Abdicar (ab.di.cár, não a.bi.di.cár); absolver (ab.sol.vêr, não a.bi.sol.vêr);
etc.
D. advogado. Pronuncia–se ad.vo.gá.du, não a.di.vo.gá.du, nem a.de.vo.gá.du,
como às vezes ouvimos. O prefixo ad é o mais abundante de letra muda em nossa
língua. Todas as vezes que o encontrar (adversidade, admirar, adjetivo,
adjacente), não adicione i ao d.
F. aftosa. Ninguém ao pronunciar a palavra afta diz a.fí.ta, nem a.fé.ta,
mas alguns dizem a.fe.tó.za, quando correto é dizer af.tó.za.
G. impugnar. Esta palavra é o grande tropeço entre advogados. É comum
ouvirmos alguns desses profissionais dizerem que “impuguinam” as alegações dos
adversários. A pronúncia correta é “im.pug.nár”, não “im.pu.gui.nár”.
Assim se deve dizer “im.púg.na”, não “im.pu.guí.na”.
Certo dia, uma bela moça me disse que se a gente trabalhar junto de fumante, o
cigarro dele impreguina a roupa da gente de mau cheiro. Isso me fez lembrar-me
de lhe informar que, antes do livro Livre-se do Cigarro, eu editaria um livro
sobre erros de linguagem.
M. amnésia. Muitas vezes pessoas dizem “a.mi.né.sia”. O correto é “am” (m
bilabial, não apenas nasalação do a).né.zia.
P. adaptar. Pronuncia-se “a.dap.tár”, não “a.da.pi.tár”. O que me parecia
inacreditável ouvi em uma aula de literatura em um dos mais renomados colégios
de Belo Horizonte: o professor disse “a.da.pí.ta”, o que chocou também alguns
outros alunos.
e
S
DEPOIS DE B NÃO TEM SOM DE Z